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LENÇÓIS: Chapada Diamantina/Bahia-Brasil

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Olá viajantes... que saudades!!!! Resolvi fazer uma viagem diferente e escolhi Lençois, na Chapada Diamantina. Sou principiante neste tipo de trip e confesso que fiquei bem receosa acerca da minha opnião ao organizar essa viagem. Primeiro, pela distância: mais de 700Km saindo de Aracaju (foram quase 8 horas de viagem). Depois, fiquei com medo de bicho, de não aguentar caminhar por tanto tempo, de me machucar, de odiar...mas vencidos os desafios, posso dizer que como estreante, fui um sucesso (kkk).

 Li muito sobre a região, peguei várias dicas com a quase local Catita, irmã de uma querida amiga (Michela), além de anotar outras das amigas Carolina e Lilian. Achei que não fosse dar tempo de fazer nada pois são muitas opções. Difícil encaixar tudo, por isso, leia antes, veja fotos, analise sua resistência e habilidade e escolha seu roteiro.

 Vou passar o meu para vocês, do jeitinho que eu fiz com meu maridinho. Não quis me aventurar em fazer nada sozinha, e contratei guia para todos os dias. As trilhas não tem indicações, tem locais escorregadios, pontos específicos de banho, etc etc etc... não me arrependi de fazer assim e ainda achei que fiz meu tempo render, já que não tinha que olhar mapas e coisas parecidas. Falarei sobre as opções de guias depois.

 Então vamos lá (cansada só de lembrar o quanto andamos):

 1º dia: CACHOEIRA DO SOSSEGO (grau de dificuldade: para mim, elevado). Trilha difícil e longa. São 8 km feitos em 2:18h de caminhada por nós. (precisei parar em alguns momentos para descansar).

Vou tentar descrever o trajeto: passa pelo Rio do sossego depois de 1:30h de caminhada e, depois, margeando o rio, chega a esse lindo lugar. São 20 metros de queda d'água e uma vista incrível. Água avermelhada, super limpa e geladaaaaaaaaaaaa. Um lugar com uma energia massa, com um rio bem fundo que recebe esta cachoeira e faz compensar os esforços (que não são poucos).

Lá vende bebidas, mas não vá confiando pois geralmente é no período de alta estação.

Na volta, passamos no Ribeirão do meio que tem tobogã natural. Se quiserem se aventurar e escorregar, subam pela parte seca do lado esquerdo e depois escorregue pelas pedras que não machuca (em tese). Não conseguimos subir, ficamos com receio de nos machucar pois na primeira tentativa, levei um tombo daqueles. Lá também vende bebidas (cervejinha gelada a R$ 6,00). Para chegar a esta trilha, deixamos o carro no estacionamento do Ribeirão. Como a trilha dura em torno de 8 horas, é preciso levar lanche pois não rola almoçar neste dia.

2º.dia: ROTEIRO 1.

Geralmente as pessoas fazem esse roteiro logo no primeiro dia. Mas na teoria de meu marido, melhor fazer a trilha mais difícil logo e nos demais, pegar leve para relaxar. Precisa de carro para seguir até o Rio Mucugezinho em direção ao Poço do diabo. São 30 min de caminhada de subida e descida, mais um calor infernal...também vale super a pena. O volume de água é maior que do Sossego e o lugar é incrível. (grau de dificuldade: moderado- na verdade só tem dois pontos difíceis).

Estacionamento pago de 5,00 e mais contribuição para associação local (facultativo).

Depois, pega o carro e segue para a Gruta lapa doce que tem estalagmite e estalactite. A propriedade é particular e paga R$ 20,00 por pessoa para desfrutar de um passeio de 1:30h. Vi as fotos da entrada e não curti muito. Preferimos seguir para a Pratinha, que fica perto dali mas tem que ir de carro também.

Entrada: mais R$ 20,00 por pessoa (vá somando...), além do passeio da gruta da pratinha R$ 30,00 para flutuação com itens de mergulho (imperdível). Tem ainda a opção de foto de mergulho – R$ 30,00 e tirolesa- R$ 15,00!!!! Um detalhe importante, aceita cartão, diferente dos outros locais, Grau de dificuldade baixo, basta caminhar por 200 m para chegar no Rio da Pratinha. Mas antes, vá curtir a flutuação e a beleza de um aquário natural.

 Obs. Trazer toalha (ou canga) e sandália para esse passeio pois é muito frio ao sair da flutuação e como tem fácil acesso, você pode descansar o tênis.

 Seguimos para a gruta azul que o fecho de luz e melhor as 15h e não pode mergulhar, só curtir - só desçam se for à hora mesmo porque encarar 70 degraus de graça não rola.

Almoço no local comida a quilo (R$ 34,90) comida caseira (muito mais ou menos). Sugiro não almoçar no restaurante de cima (logo na entrada), mas sim descer até a Pratinha e ficar no tira-gosto, uma cervejinha, curtindo o rio. Serve de almoço só carne do sol com feijão tropeiro. Lugar que parece uma praia. Banho incrível e recomendo levar óculos de mergulho. Tem aluguel de pedalinho e caiaque.

 Ficaram cansados? Guardem fôlego e bebam pouco pois ainda dá para subir no Morro do Pai Inácio, o mais alto da Chapada (1.150m) para apreciar o por do sol, e agradecer a Deus por tanta beleza (mas o carro sobe até muito perto ta?). A Chapada vista de cima é ainda mais encantadora. A trilha é de grau moderado em razão de alguns locais próximo a penhascos (quem tem medo de altura...), com algumas pedras grandes para subir e um pouco cansativa. Mas estar em cima de todos os morros compensa o esforço. A entrada custa R$ 5,00 por pessoa, e é melhor chegar em torno de 16:30, já que a subida só é permitida até as 17h. Depois do sol se pôr, todos descem tranquilos, com céu ainda claro, e sem nenhum risco. A volta a Lençóis é de carro e não demora muito.

 

3ºdia: ROTEIRO 8 + Cachoeira do Mosquito.

De carro paramos ao lado do hotel Portal e seguimos para o Serrano e as  piscinas naturais, no meio de várias pedras (apenas 10 minutos de caminhada, com grau de dificuldade baixo). Em seguida, vimos as areias coloridas onde faziam antigamente aqueles artesanatos de potes (hj é proibido). São rochas enormes com formatos impressionantes (até aqui, ainda o caminho é tranquilo). Depois de 15 minutos de caminha leve, a cachoeirinha - não quisemos tomar banho, pois não nos impressionou.

 Mais 20 minutos de subidas, descidas e algumas “escaladas”, chegamos à Cachoeira da Primavera, numa trilha moderada. Uma linda queda d’água apesar de não ter lugar nadar. Precisa sentar com cuidado num lugar específico, apoiar os pés (as pedras escorregam demais) para desfrutar desse delicioso banho, com jatos de água bem fortes (e gelada, para variar). Tem horas que chega a doer (massagem natural). Na volta seguimos o mesmo caminho, passando pela cachoeirinha até o Poço Harley (trilha moderada) que vale uma parada para o banho porque é um pocinho pequeno, mas com uma cachoeira pequena gostosa de se banhar. Senta na pedra e sente o corpo ser massageado. Difícil lembrar do tempo ... Volta pelo Serrano e seguir para almoçar na vila. Esse roteiro tem duração de apenas meio dia.

Como nosso tempo era curto, depois do almoço seguimos para Cachoeira do mosquito, há 40 km de carro de Lençóis (20 KM de asfalto e 20 KM de estrada de chão) até chegar numa fazenda. Paga R$ 10,00 para entrar. Passando pelo riacho logo da entrada, são pouco mais de 20 minutos de caminhada moderada. Muita descida com pedras e lógico, muita subida com pedras na volta.

Mas para mim, a mais bonita. Queda d’água intensa com seus 40 m encravados nas pedras, grande volume de água e também forte, com fácil acesso no local até ela: tem areia no chão, o que facilita o caminhar até a cachoeira, sem risco de escorregos, e tem um poço ao lado delicioso para tomar banho. Não se assuste com o frio e o vento porque o banho é compensador. Em alta estação um rapel desce na cachoeira.

Super recomendo. Se resolver fazer essa trilha a tarde leve repelente. Apesar de a cachoeira ter esse nome por causa dos pequenos diamantes encontrados no local, conhecidos como mosquitos, esse bichinhos aparecem no final do dia (chatinhos).

 Se o tempo for curto de estadia na Chapada, dá para curtir essa Cachoeira antes de chegar a Lençóis e sem guia mesmo. Mas já vá "equipado” kkk-trilha de meio período.

4º. Dia-voltando para casa, passando pelo Gruta Azul e Poço Encantando (Roteiro de Itaitê) -pelo menos tentamos passar

 Como tivemos pouco tempo e esses dois pontos são no caminho de volta para Aracaju (e também para Salvador), a uns 120Km de Lençóis, programamos sair cedo e passar lá antes de encarar a longa viagem de volta. Mas não deu certo porque não achamos a entrada para a cidade ANDARAÍ, local onde ficam essas belezas naturais. Já sabia que não iria ao Poço Encantado (pois estava fechado-não sei o motivo), mas a Gruta Azul estava na minha wish list, junto com todas as descrições fantásticas que li. Parece ser um lugar incrível, com uma paz que até assusta. A água é tão cristalina que você enxerga o fundo todo do poço (dizem até que dá um pouco de receio ao entrar para mergulhar).

 Se você seguir direitinho o caminho indicado, fique ligado no horário, pois os raios solares fazem toda diferença no cenário, sendo recomendado das 12:30 as 14:30 (de novembro a janeiro esse horário muda das 10h as 16h). A temporada indicada vai até 20 de outubro.

Já o Poço Encantado, a visitação fica ainda mais linda das 10h as 13:30h ( a temporada recomendada termina mais cedo, em 10 de setembro).

Fica, então, a desculpa para voltar e conhecer esses lugares, além da Cachoeira da Fumaça, do Buracão e do Mixila.E tantos outros...

 

 

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